JORNAL FOLHA DE TAMANDARÉ
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E AGORA BRASIL


Chegamos a um ponto em que, como dizia um jogador de futebol, “estávamos a beira do precipício, mas decidimos dar um passo a frente” o momento é tão turbulento que tudo pode acontecer, inclusive nada.

 

O caminho do impeachment: já ficou claro que não será pacífico como foi no caso Collor, isso fica claro na medida em que Collor era um fenômeno eleitoral e não social, não tinha raízes sociais, nem sustentabilidade partidária ou política, já que o PRN foi criado para possibilitar a sua candidatura a presidente. Hoje, não podemos negar, a Presidente Dilma e o PT ainda tem apoio de parcela da sociedade, movimentos sociais, centrais sindicais além dos benificiários do governo, ou seja, a regra é que o governo se cair pela via do impeachment cairá lutando, nesse cenário o PMDB tem papel fundamental sendo o fiel da balança e definindo a votação em favor do governo ou da oposição, não se pode esquecer que se Dilma ficar impedida Temer assumiria e o PMDB passaria a ser governo com 3 anos na presidência.

 

O caminho da cassação: tramita no TSE um processo ajuizado pelo PSDB que tem como principal fundamento o abuso de poder político e econômico na campanha de Dilma e Temer, segundo informações o processo possui robustez de provas que seriam suficientes para derrubar a chapa, se isso ocorrer até a metade do mandato teríamos novas eleições e nesse caso até Lula poderia concorrer; se a cassação ocorrer depois do meio do mandato haverá eleições indiretas pelo Congresso Nacional.

 

O caminho da renúncia: nesse caso Michel Temer assumiria e concluiria o mandato, no entanto, não parece que Dilma vá desistir, afinal vem sofrendo pressão e desgaste desde o início de seu segundo mandato e, tirando os discursos incompreensíveis, não tem dado mostras de que vá entregar a rapadura.

 

O caminho da permanência; sinceramente, parece que não há condições para que a Presidente termine o mandato, mas uma coisa é certa, quanto mais tempo Dilma e o PT ficarem no poder maior será o estrago e mais tempo o Brasil levará para sair da crise. O ódio que hoje impera, em ambos os lados, que foi incessantemente plantado por Lula com o famoso “nós e eles” levará tempo para se dissolver.

 

Os áudios revelados por ocasião da condução coercitiva de Lula são estarrecedores, mostram o firme propósito do governo em atrapalhar as investigações além da absoluta falta de respeito às instituições e da certeza da impunidade. A História dirá se a lava jato será mais um episódio como foram a deposição de Collor, os anões do orçamento, o mensalão e será esquecido ou se está nascendo um novo Brasil, mais responsável na hora do voto e mais vigilante com seus representantes e mais consciente de seus deveres.


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