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Somos assaltados, agredidos, esbulhados e ainda temos forças para dizermos "Graças a Deus"

Zé Domingos

Lá pelos idos dos anos setenta seguidamente nos programas de rádio, televisão e páginas de jornais em que participava ousei em destacar de que o crime organizado estava chegando ao país, inclusive ao Paraná e que isto era extremamente perigoso. Fui chamado de sensacionalista. Sofri reprimendas e fui até ameaçado de processos.

Citava que se observava a montagem de grupos especializados em furtos e roubos de veículos, de cargas, de falsificação de documentos, assaltos a bancos, a empresas e aplicação de diferentes golpes, quadrilhas de trafico de drogas e de práticas de outros crimes.

Já naqueles tempos surgiam rebeliões em presídios muitas seguidas de quadros de violência com assassinatos de reclusos e funcionários das casas de detenção e notava-se que muitas orientações para execução de diferentes crimes saiam do interior das cadeias.

Dizia que havia a necessidade urgente de posições firmes, enérgicas de se dar a policia condições de trabalho, já que os bandidos se mostravam dia a dia mais organizados. Salientava de que os policiais precisavam de autoridade para se imporem aos desavergonhados e vidas tortas. Destacava a necessidade de maior rigor nas leis e quebra de regalias aos presidiários.

Infelizmente aconteceu tudo ao contrário. Tiraram a força e autoridade da policia. Criaram dispositivos legais de amparo aos criminosos e condenados pela Justiça, inclusive com apoio financeiro para suas famílias, visitas intimas, boa alimentação, mais isto e aquele outro como televisão, telefone celular e computadores.

Assim bandidos altamente perigosos reuniram meios para seguir seus projetos criminosos, comandando-os desde os presídios. Surgiram organizações como o Primeiro Comando da Capital e outras.

Enquanto os criminosos se fortaleciam em todos os sentidos com veículos, armamentos e métodos avançados a policia foi perdendo número de componentes em seus efetivos, recursos para enfrentamento aos delitos diminuindo, delegados e policiais perdendo autoridade. Com isto o crime momento a momento mais organizado e atuante.

A bandidagem foi criando energias, espaços e ousou a se integrar nos quadros políticos puxando para seu lado através propinas  detentores de mandatos eletivos para lhes darem guarida. Os poderes constituídos passaram a ter ligações estranhas e desastrosas.

Estas ligações aumentaram de forma impressionante e progressiva chegando abertamente à classe politica. Alguns começaram suavemente, mas, como a ambição é algo que não tem tamanho, políticos passaram a exercer ações só através vantagens financeiras e cada vez mais altas.

Estas situações chegaram às repartições públicas dos governos municipais, estaduais e federais. Os brasileiros passaram a conviver com o pagamento de gratificações até para conseguir um simples alvará para funcionamento de uma empresa nesta ou naquela cidade. Propinas para vantagens em concorrências de obras públicas. Tudo foi sendo aceito ao natural e o Brasil passou a ser o país da propina.

E eis que nos vimos dominados pela corrupção e o crime organizado chegou com força total aos poderes constituídos e de uns anos para cá acompanhamos a divulgação de escândalos praticamente todos os dias e sempre com esquemas extremamente ousados envolvendo valores que por mais que nos esforcemos não temos condições de avaliação.

Triste é verificarmos que homens e mulheres pelos quais tínhamos respeito e imaginávamos  dispostos a trabalhar com dignidade implicados em situações gravíssimas. Vem a pergunta – “acreditar em quem?”

Mesmo com todas as adversidades, com o pais enfrentando talvez a mais grave de suas crises ainda ouvimos seguidamente “GRAÇAS A DEUS, OBRIGADO SENHOR” em agradecimentos a vida, ao trabalho, a saúde, a família e a outras situações.

Em dificuldades o brasileiro faz orações, promessas para alcançar bênçãos e condições de trabalhar e viver decentemente. Esta fé  que nos leva a crer que tudo será superado e que homens e mulheres honestos de nossos poderes constituídos restabeleçam a ordem e coloquem o progresso no caminho do Brasil. O povo é bom, é de fé e merece respeito. Chega de escândalos, de roubalheiras, de disparates.

Vamos restabelecer aos policiais a autoridade e a dignidade, aos representantes da Justiça leis fortes e que possam ser aplicadas com rapidez e eficiência, que os políticos deixem de lado as defesas de seus interesses, de suas vantagens e que trabalhem pelos verdadeiros interesses populares. Precisamos de uma revolução de conceitos, de dignidade, não precisamos de revolução armada e destrutiva, precisamos de união e força.

Para que o crime organizado prosperasse delapidaram as forças armadas, tiraram suas condições de trabalho colocaram em seus cargos diretivos pessoas sem conhecimento das funções e com isto afundaram e desmotivaram as instituições que tantos e importantes trabalhos prestaram ao longo de nossa história.

“GRAÇAS A DEUS” o brasileiro é por seu temperamento bom, alegre e sempre se apresenta feliz mesmo que em complicações e por isto “OBRIGADO SENHOR”, pois, temos a certeza de que voltaremos a dias de “ORDEM E PROGRESSO”.

José Domingos Borges Teixeira

(Zé Domingos)

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